As vezes é preciso coragem, nem sempre a vida é um mar de rosas. Não que nunca seja também. É questão de tempos, de épocas, de estações. Assim como existe a primavera, existe o outono, e assim como existe o verão, existe o inverno.
Certas vezes queremos ficar no nosso interior, na compania de uma boa música, pensando e refletindo. Certas vezes precisamos nos recompor depois de uma batalha, desejamos ter vencido a guerra, desejamos que todo o nosso esforço não tenha sido em vão. Mas os resultados dependem do nosso desempenho.
Vamos encontrar pessoas que não nos valorizam, você tem vontade de dizer para elas: eu poderia escrever muitos livros, eu poderia mandar em você, mas por circunstâncias da vida você esta aí, e não por mérito. E há pessoas que não merecem mesmo estar onde estão, mas estão ali, e ponto.
Nunca vamos ter todas as respostas, e nem saber elaborar todas as perguntas. Há momentos de vazio em nossa mente, há momentos de turbulhões de idéias, momentos de euforia e momentos de tédio. É estranho e desanimador pensar que muitas vezes isto só depende da taxa de determinados neurotransmissores em nosso encéfalo.
Dúdivas, idéias, pensamentos mirabulantes. Expectativas, vontade de fazer tantas coisas, vontade de ficar a noite toda escrevendo e escrevendo. Quando eu escrevo eu entro em um mundo só meu, é como estar em um reality show e esquecer que se esta sendo filmado. Eu penso que estou na minha bolha, mas na verdade estou em público.
A individualidade é algo a ser discutido, fico pensando até que ponto é bom ter momentos introspectivos, pois eu os tenho demasiadamente. Eu tento suprir a mim mesma, pois ninguém pode ter nas costas a responsabilidade de suprir totalmente as suas emoções. Quando alguém gosta de você ela faz o seu melhor para isso, mas faz por amor, e não por obrigação.
Mudando novamente da água para o vinho, ou do vinho para a água, como preferir. Esta semana aprendi, ou melhor, reaprendi algo importante. Devemos sempre lembrar como somos pequenos e insignificantes diante do universo, diante de Deus e diante até mesmo da natureza. Mas não podemos esquecer o nosso valor único. Existem, infelizmente, pessoas que acham que são grandes e fundamentais para o mundo. para alguém elas podem até ser, mas diante de muita coisa ela não é tudo aquilo não. Sempre olho para o céu, e lembro como sou pequena. E também olho para a formiga, e lembro como tenho coisas para aprender. Afinal, comparando proporcionalmente a nós, elas são muito mais fortes e resistentes.
O ser humanos é ser vivo mais egoísta, mais racional e irracional ao mesmo tempo. Eu não saberia definir bem, mas agora sei o porquê há tantas religiões, teorias, tribos, e porque os cientistas, historiadores, filósofos e afins estudam tanto a humanidade. O ser humanos é uma espécia muito estranha, e eu me incluo nisso, é claro. Fico pensando como seria mais simples e fácil ser um cachorro, uma onça, ou um passarinho, agir apenas por instinto. Mas nós, além dos instintos temos o poder de raciocinar, e isso nos torna imensamente complexos e imprevisíveis.
Mas pensando bem, eu acho que sendo humana eu tenho mais emoção, mais história. Seu eu fosse um gato não estaria escrevendo aqui no blog agora, e não teria tanto a contar. Enfim, acho que prefiro ser assim, complexa mesmo. E você, preferiria viver praticamente só de instintos? Ou ter um mundo todo a descobrir e a pensar sobre?
NatY S.


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